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Ressaca destrói trecho de calçadão da Praia Campista, em Macaé; VÍDEO

Ressaca destrói trecho de calçadão da Praia Campista, em Macaé Parte do calçadão da Praia Campista, em Macaé, no Norte Fluminense, desabou na manhã dest...

Ressaca destrói trecho de calçadão da Praia Campista, em Macaé; VÍDEO
Ressaca destrói trecho de calçadão da Praia Campista, em Macaé; VÍDEO (Foto: Reprodução)

Ressaca destrói trecho de calçadão da Praia Campista, em Macaé Parte do calçadão da Praia Campista, em Macaé, no Norte Fluminense, desabou na manhã desta quinta-feira (4) após ser atingida pela forte ressaca que atinge o litoral da região. Imagens registraram o momento em que a estrutura cede com o avanço das ondas sobre a orla. O trecho foi isolado pela Prefeitura de Macaé e não houve registro de feridos. Além dos danos ao calçadão, a ressaca também impacta a circulação de pedestres e ciclistas que utilizam a Avenida Atlântica e a ciclovia da orla. 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. Avanço do mar comprometeu parte da estrutura na manhã desta quinta-feira Eduardo Bulhões A Praia Campista registra episódios recorrentes de erosão costeira, principalmente durante períodos de mar agitado. O novo desabamento reacende a discussão sobre medidas permanentes para reduzir os efeitos do avanço do mar na região. Segundo o geógrafo marinho da Universidade Federal Fluminense, Eduardo Bulhões, o fenômeno ocorre durante a temporada de ondas de tempestade, período em que as ressacas costumam ser intensificadas pela passagem de frentes frias pelo litoral Sudeste. De acordo com o especialista, áreas onde a vegetação de restinga foi removida ficam mais vulneráveis à ação das ondas. Ele avalia que a reconstrução do calçadão, por si só, não resolve o problema. "O exemplo da Praia Campista é recorrente. Não é a primeira vez que o calçadão nessa orla cai e não vai ser a última. Por isso, são necessárias medidas que vão além da reconstrução do muro e do calçadão." Ainda segundo Bulhões, a recomposição da faixa de areia e da vegetação costeira pode ajudar a reduzir os impactos provocados pelas ressacas. O geógrafo também alertou que o período mais crítico para ocorrência desses eventos ainda não terminou. "Ainda estamos em junho e há os meses de julho, agosto e setembro, quando novos eventos de ressaca podem ocorrer." Em nota, a Prefeitura de Macaé informou que equipes técnicas foram mobilizadas logo após o desabamento e iniciaram o isolamento da área. Segundo o município, medidas emergenciais serão adotadas para conter os danos e garantir a segurança de moradores e visitantes. A administração municipal informou ainda que avalia soluções definitivas para minimizar os efeitos da erosão costeira no trecho afetado. A Defesa Civil segue monitorando as condições do mar e acompanhando as previsões meteorológicas para os próximos dias. LEIA TAMBÉM: Corpus Christi reúne fiéis e mantém tradição dos tapetes no Centro de Campos Polícia prende segundo suspeito de latrocínio em zona rural de Campos Gerente do tráfico é preso em Macaé após condenação por confronto armado em Cabo Frio

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