cover
Tocando Agora:

Preso por estupro coletivo em Copacabana é investigado por caso semelhante em festa em 2025

Terceiro réu por estupro coletivo, Vitor Hugo Simonin se entrega à polícia Reprodução/Globonews A Polícia Civil do Rio investiga se um dos presos pelo est...

Preso por estupro coletivo em Copacabana é investigado por caso semelhante em festa em 2025
Preso por estupro coletivo em Copacabana é investigado por caso semelhante em festa em 2025 (Foto: Reprodução)

Terceiro réu por estupro coletivo, Vitor Hugo Simonin se entrega à polícia Reprodução/Globonews A Polícia Civil do Rio investiga se um dos presos pelo estupro coletivo de uma estudante menor de idade em janeiro de 2026 cometeu um crime semelhante no final de 2025. Segundo o registro de ocorrência feito após a repercussão do caso em Copacabana, Vitor Hugo de Oliveira Simonin teria estuprado a vítima durante uma festa no Humaitá, em outubro do ano passado. “Essa festa foi no Humaitá. Havia o segundo andar lá no local e ele teria levado essa vítima até o segundo andar e lá teria praticado crime”, disse em março o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana). De acordo com a polícia, a vítima já prestou depoimento sobre o caso. Vitor Hugo Simonin se reservou ao direito de permanecer em silêncio sobre essa investigação. Vitor Hugo Simonin, filho do ex-subsecretário José Carlos Costa Simonin, se entregou à polícia utilizando uma camisa com a frase "Regret Nothing": em inglês, "Não se arrependa de nada" Vitor Hugo Simonin, ao ser levado pela polícia para o sistema prisional Henrique Coelho/g1 Segundo apurou a GloboNews (veja no vídeo acima), a expressão aparece em discursos da chamada "machosfera". Cunhado pela primeira vez em 2009, o termo descreve uma rede de comunidades de interesse masculino online. Suspeito de estupro coletivo em Copacabana é transferido Inclui grupos com um variado espectro de ideologias — desde acreditar que os homens não têm poder institucional até visões mais extremas e misóginas. Entre eles, estão grupos chamados redpills e os incels (saiba mais sobre grupos masculinos que pregam ódios às mulheres). Um dos ícones da machosfera, que incentiva o "regret nothing" como um dos lemas, é Andrew Tate, um influenciador, empresário e ex-kickboxer profissional americano-britânico que preza a dominação masculina e o desprezo pelas mulheres. Tate é réu por estupro, tráfico humano e exploração sexual de menores. Posteriormente, a Renner confirmou que a camisa foi retirada das lojas físicas e digitais. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça 'Regret nothing': frase de réu por estupro coletivo expõe cultura misógina Caso de 2023 originou indiciamento Na segunda-feira, a 12ª DP (Copacabana) concluiu que 2 adolescentes e 1 adulto, que também participaram do crime em Copacabana, estupraram uma outra menina, na época com 14 anos. Jovens envolvidos em estupro coletivo de Copacabana vão responder por episódio semelhante Um dos investigados é Mattheus Veríssimo Zoel Martins, que tinha 17 anos na ocasião. Ele está preso preventivamente pelo crime de Copacabana, cometido quando ele já era maior de idade. Outro é o menor de idade que, segundo as investigações, em ambos os casos atraiu as jovens para o encontro. Esse rapaz está internado por determinação da Justiça, no caso de Copacabana. Em 2023, ambos eram menores, razão pela qual a 12ª DP solicitou à Justiça a busca e apreensão deles. Mattheus e o outro menor vão responder por fato análogo a estupro coletivo qualificado, já que a vítima tinha 14 anos. Gabriel Oliveira Palmieri, de 24 anos, foi indiciado pelo crime — mas a polícia não pediu a prisão dele. A Legislação prevê que maiores de idade de até 21 anos possam cumprir medidas socioeducativas relativas a fatos análogos a crimes. “Contrariando a minha descrença, a Polícia Civil não descansou. Isso é um acalanto para o nosso sofrimento. Minha filha foi grande e corajosa. Eu fico em paz, porque eu, sozinha, infelizmente só pude sofrer e rezar”, disse a mãe da menina vítima em 2023. Mattheus Verissimo Zoel Martins na chegada à delegacia de Copacabana Reprodução O caso que originou o indiciamento desta segunda ocorreu em 22 de agosto de 2023, na Rua São Clemente, em Botafogo, na residência de Mattheus, à época com 17 anos. Segundo a vítima, ela foi atraída ao local pelo outro adolescente, de 14 anos, para um encontro privado. De acordo com o depoimento da mãe dela — prestado logo após a divulgação do episódio de Copacabana —, após ir para o quarto com o menor, a jovem foi coagida a permitir a entrada dos outros rapazes, Matheus e Gabriel, então conhecido como De Paris. Ainda segundo o relato, a vítima foi então submetida, por cerca de 1 hora e meia, a sexo forçado com o trio e foi agredida com tapas no rosto e socos na costela. Filmagens do abuso ainda teriam sido postadas, como forma de constrangimento. “Entendemos que a dinâmica é muito semelhante ao fato ocorrido este ano em Copacabana, quando o mesmo adolescente foi o responsável por atrair a vítima, e o relato da adolescente é muito consistente”, explicou Ângelo Lages, delegado responsável pelas investigações. “Ficou claro para a gente que era uma emboscada planejada. Esse adolescente era popular e se valia dessa condição para atrair as vítimas.” “Temos vídeo das lesões, feito na época, e mensagens de telefone posteriores ao caso, que corroboram os fatos. Como Mattheus e o outro menor estão envolvidos em um crime semelhante recente, pedimos a busca e apreensão”, prosseguiu Lages. “Em relação ao Gabriel, pela ausência de contemporaneidade, entendemos que cabem medidas diversas da prisão. Ele foi indiciado também pelo crime de estupro coletivo qualificado”, afirmou. O Ministério Público já se manifestou favorável ao pedido de busca e apreensão dos jovens. O processo foi distribuído para a Vara da Infância e da Juventude. Já Gabriel foi indiciado por estupro coletivo qualificado, e a polícia solicitou medidas cautelares diversas da prisão, com proibição de aproximação da vítima, devendo o investigado manter distância mínima de 100 metros; proibição de manter contato com a vítima por qualquer meio; e comparecimento periódico em juízo. Neste caso, um promotor da vara criminal ainda vai se manifestar sobre a conclusão do inquérito e os pedidos da polícia. Ao ser preso no início de março pelo caso de Copacabana, Mattheus foi questionado pela polícia sobre as acusações de 2023, mas ficou em silêncio. O menor de idade também ficou calado diante dos questionamentos. Já Gabriel negou participação nos fatos, embora tenha confirmado conhecer os outros jovens e frequentar a residência de Mattheus. Suspeitos de estupro coletivo no Rio são acusados por outra menor pelo mesmo crime Menor já cumpre medida socioeducativa Em maio, a Vara da Infância e da Juventude da Capital já havia determinado a internação do adolescente menor envolvido no caso de Copacabana. A decisão levou em conta a gravidade do crime e a violência praticada contra a vítima, uma jovem de 17 anos. Segundo a sentença, o adolescente teria planejado uma emboscada contra a vítima, com quem mantinha um relacionamento afetivo. Ele foi submetido a uma medida de internação sem possibilidade de sair para atividades externas por um período inicial de 6 meses. A decisão foi assinada pela juíza Vanessa Cavalieri, que destacou a gravidade da conduta e a necessidade de uma medida mais rígida, tanto para a responsabilização quanto para a tentativa de recuperação do jovem. Quatro adultos seguem presos e respondem na Justiça pelo mesmo crime: Mattheus, João Gabriel Xavier Bertho, Vitor Hugo Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti foram indiciados e denunciados por estupro coletivo qualificado (cometido em concurso de pessoas) e cárcere privado.

Fale Conosco