Polícia ouve testemunhas de caso de alunos que compartilharam agulhas em feira de ciências de colégio no Rio
Colégio Tamandaré do Recreio dos Bandeirantes Reprodução/TV Globo A Polícia Civil começou a ouvir testemunhas no caso dos alunos e visitantes que foram ex...
Colégio Tamandaré do Recreio dos Bandeirantes Reprodução/TV Globo A Polícia Civil começou a ouvir testemunhas no caso dos alunos e visitantes que foram expostos ao risco de contaminação por doenças transmissíveis pelo sangue durante uma feira de ciências do Colégio Tamandaré, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. O delegado Claudio Vieira de Campos, da 42ª DP (Recreio), informou que vai instaurar um inquérito para apurar as circunstâncias do episódio. Os responsáveis pelo Colégio Tamandaré não compareceram à delegacia nesta segunda-feira (14) para prestar esclarecimentos. Segundo o delegado, a escola será intimada novamente nesta terça-feira (15). Agora no g1 De acordo com Claudio Vieira de Campos, a escola pode responder criminalmente por colocar a vida ou a saúde de outra pessoa em perigo, em uma infração de menor potencial ofensivo, com pena de até três meses de prisão. O delegado afirmou ainda que outras responsabilizações poderão ser consideradas caso a investigação identifique crimes mais graves. Nesta segunda-feira, pais de alunos estiveram na delegacia e prestaram informações sobre o que aconteceu durante a feira. Segundo os relatos apresentados ao delegado, a estudante que realizou os testes de glicose levou o aparelho para a escola acompanhada da mãe, que permaneceu com ela durante as medições. Os pais também relataram que professores passaram perto do estande no momento em que os testes eram realizados. A polícia vai investigar se funcionários da escola perceberam a realização das medições e quais orientações haviam sido dadas à estudante e aos responsáveis pelo estande. Lanceta teria sido compartilhada O caso aconteceu durante uma feira de ciências realizada no sábado (12). Um dos estandes abordava o tema diabetes. Uma aluna levou para a exposição um aparelho utilizado para medir a glicose e uma caixa de lancetas, pequenas agulhas usadas para furar o dedo e coletar uma gota de sangue. Segundo a direção do colégio, professores e coordenadores haviam orientado que o equipamento permanecesse apenas em exibição e que nenhuma medição fosse realizada nos participantes da feira. A apuração inicial da escola, no entanto, apontou que a estudante teria utilizado o material para medir a glicemia de pessoas que visitavam o estande. Uma mesma lanceta teria sido usada em até três pessoas diferentes. O compartilhamento de uma lanceta representa risco de exposição a doenças infectocontagiosas transmitidas pelo sangue, como hepatites B e C e HIV. Polícia vai pedir resultados de exames O delegado informou que vai oficiar a Secretaria Municipal de Saúde para ter acesso aos resultados dos exames realizados pelas pessoas que procuraram atendimento depois do episódio. Pelo menos 20 pessoas foram atendidas no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, após relatarem a exposição de risco. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os testes realizados até o momento tiveram resultado negativo. Os pacientes foram avaliados e iniciaram o protocolo de profilaxia pós-exposição, tratamento preventivo indicado em situações de contato com material biológico potencialmente contaminado. A polícia também deverá analisar imagens de câmeras de segurança e ouvir outras testemunhas para reconstruir o que aconteceu no estande. As equipes das vigilâncias epidemiológica e sanitária do município acompanham o caso e estiveram na escola nesta segunda-feira (14). 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.