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PF prende fabricante de armas para facções do Rio escondido na Maré

Clayton Ribeiro foi preso pela PF no interior do Complexo da Maré Reprodução A Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira (30), durante operação no Compl...

PF prende fabricante de armas para facções do Rio escondido na Maré
PF prende fabricante de armas para facções do Rio escondido na Maré (Foto: Reprodução)

Clayton Ribeiro foi preso pela PF no interior do Complexo da Maré Reprodução A Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira (30), durante operação no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, Clayton Combe Ribeiro, de 31 anos, suspeito de ser o administrador de uma fábrica de armas de fogo, em escala industrial, para facções criminosas do Rio de Janeiro. Segundo as investigações, o grupo chegou a fabricar cerca de 3,5 mil fuzis por ano, entre 2023 e 2025, para abastecer as quadrilhas do Comando Vermelho e enviar armas para o Complexo do Alemão e a Rocinha. De acordo com as investigações, a quadrilha passou a negociar armas também com a facção Terceiro Comando Puro (TCP), que domina algumas das comunidades da Maré, que receberam fuzis. Foi com este grupo que Clayton conseguiu abrigo para fugir da Justiça. Junto com Clayton, a PF prendeu outros dois homens, um deles em flagrante e o outro foragido da Justiça. Um fuzil foi apreendido pelos policiais. Desde o início da tarde desta terça, policiais federais percorreram com blindados ruas do Morro do Timbau e da Baixa do Sapateiro, no Complexo da Maré. Um helicóptero também sobrevoou as comunidades. As investigações da quadrilha que originaram a segunda fase da operação Forja ocorreram em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF). Operação mira quadrilha que produz 3,5 mil fuzis por ano para facções no RJ Em outubro de 2023, na operação Wardogs, a Polícia Federal prendeu Silas Diniz Carvalho, apontado como chefe do esquema, em uma mansão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. No local havia 47 fuzis. A prisão desdobrou em novas investigações, que levaram na primeira fase da operação Forja à descoberta de que a quadrilha montou uma fábrica de fachada na cidade de Santa Bárbara D'oeste, em São Paulo para a produção e comércio ilegal de armas de fogo. A maioria das armas era destinada à fabricação de fuzis da plataforma AR. No celular de Clayton, os investigadores encontraram arquivos de vídeo com imagens de modelagem em 3D de componentes de fuzis. Apesar de o foco do grupo ser o mercado nacional, os criminosos adquiriam peças do exterior para a montagem das armas. Os crimes praticados por Clayton incluem suspeita de integrar organização criminosa, fabricação ilegal de arma de fogo de uso restrito, comércio ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro. PF apreendeu um fuzil com homem que ajudava fabricante de armas a se esconder na Maré Divulgação/PF Na ação desta terça-feira, policiais da Delegacia de Repressão a Drogas, da Polícia Federal, do Comando de Operações Táticas (COT) e do Grupo de Pronta Intervenção (GPI) cumpriram dois mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão na Maré. O outro preso, não identificado pela PF, estava foragido por crime de homicídio qualificado, além de estar ligado ao tráfico da Maré. O terceiro preso, em flagrante, cuidava de dar esconderijo a Clayton. Na ação ainda foram apreendidos um fuzil, carregadores, munições, um colete à prova de balas, celulares e documentos. Os dados da investigação serão compartilhados com a PF, em Minas Gerais, e com o MP de São Paulo que possuem procedimentos que apuram a fabricação de armas nestes estados. Após chegar à PF, Clayton foi levado para o sistema penitenciário do Rio. Blindado da PF no Complexo da Maré Reprodução

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