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PF acha dinheiro dentro de adega de policial preso em operação que prendeu deputado e ex-chefe da Polícia Civil do RJ

PF encontra dinheiro em adega na casa de preso na Operação Unha e Carne 8 A Polícia Federal encontrou dinheiro dentro de uma adega do inspetor da Polícia Ci...

PF acha dinheiro dentro de adega de policial preso em operação que prendeu deputado e ex-chefe da Polícia Civil do RJ
PF acha dinheiro dentro de adega de policial preso em operação que prendeu deputado e ex-chefe da Polícia Civil do RJ (Foto: Reprodução)

PF encontra dinheiro em adega na casa de preso na Operação Unha e Carne 8 A Polícia Federal encontrou dinheiro dentro de uma adega do inspetor da Polícia Civil José Carlos Alves de Souza Júnior, preso nesta quinta-feira (15) na oitava fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro. A ação também prendeu Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo e segundo deputado estadual mais votado do RJ nas eleições deste ano, e o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil. Segundo a PF, o grupo investigado usava uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio como estrutura para lavar dinheiro. A investigação aponta a participação de agentes públicos e articulação política no esquema. PF acha dinheiro dentro de adega do policial civil José Carlos Alves de Souza Júnior, preso em operação Montagem/g1 José Carlos Júnior está entre os quatro inspetores presos nesta quinta. Os outros são Christiano Gaspar Fernandes, também secretário municipal de Ordem Urbana de Belford Roxo; Giovanni Gaspar Fernandes; e Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra os policiais investigados. Movimentação de R$ 7,6 bilhões Márcio Canella, 2º deputado estadual mais votado do RJ, e Marcus Amim, ex-chefe da Polícia Civil, são presos pela PF As prisões foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em um desdobramento da sexta fase da operação, realizada em julho. Naquela etapa, Canella e Amim foram alvos de buscas em uma investigação sobre 96 postos de combustíveis. Segundo a apuração, o grupo movimentou R$ 7,6 bilhões em seis anos. As investigações começaram a partir de um relatório de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Canella é apontado pela PF como o articulador do grupo criminoso. Ele e Amim são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e formação de cartel, entre outros crimes. Nesta quinta-feira, a PF saiu para cumprir seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em sete municípios: Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios. Moraes também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas investigadas — a maioria, postos de combustíveis. O que é a Operação Unha e Carne A operação começou em dezembro de 2025 para investigar conexões entre agentes públicos e grupos criminosos no Rio. Inicialmente, o foco era o suposto vazamento de informações sigilosas de ações policiais contra o Comando Vermelho. Ao longo das oito fases, as apurações passaram a alcançar suspeitas de corrupção, fraudes em contratos públicos e lavagem de dinheiro. A ação desta quinta está inserida no contexto da decisão do STF na ADPF das Favelas, que determinou, entre outras medidas, que a PF investigasse relações de agentes públicos com facções criminosas. O que dizem os citados “Confio em Deus e na Justiça e tenho certeza de que tudo será esclarecido”, declarou Canella. A defesa de Amim informou que não vai se pronunciar até ter acesso aos autos. A TV Globo tenta contato com os demais investigados.

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