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Pai de foragido por estupro coletivo é exonerado do cargo de subsecretário do RJ

José Carlos Simonin teve exoneração anunciada pelo governo do estado Reprodução O governador Cláudio Castro exonerou José Carlos Simonin do cargo de subs...

Pai de foragido por estupro coletivo é exonerado do cargo de subsecretário do RJ
Pai de foragido por estupro coletivo é exonerado do cargo de subsecretário do RJ (Foto: Reprodução)

José Carlos Simonin teve exoneração anunciada pelo governo do estado Reprodução O governador Cláudio Castro exonerou José Carlos Simonin do cargo de subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (4). José Carlos é pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos, é um dos dois foragidos pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, a medida foi adotada no âmbito administrativo “visando resguardar a integridade institucional e assegurar a condução responsável dos fatos noticiados”. A secretaria afirmou ainda que as investigações seguem sob responsabilidade das autoridades competentes. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Segundo a polícia, Vitor e Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, devem se entregar nesta quarta à polícia. Na terça-feira (3), Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, e João Gabriel Xavier Bertho, de 19, se apresentaram na delegacia. Ambos foram levados para o Presidio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte. Segundo réu de caso de estupro coletivo se entrega no Rio Até a última atualização desta reportagem, José Carlos não havia se manifestado sobre a exoneração. Antes de a saída ser confirmada, Rosangela Gomes, secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, pasta onde fica a subsecretaria de Simonin, publicou uma nota nas redes sociais afirmando ter tomado conhecimento das “graves denúncias” com “profunda indignação e tristeza”. “Minha trajetória de vida e minha gestão são pautadas, acima de tudo, pela defesa intransigente dos direitos das mulheres e pelo combate a todo tipo de violência. Jamais compactuaria com qualquer ato que fira a dignidade feminina ou a integridade de nossas jovens”, escreveu. Ato de Cláudio Castro exonera José Carlos Simonin Reprodução Ela informou ainda que, por meio do Governo do Estado, a Secretaria da Mulher está prestando apoio jurídico e psicológico à adolescente e à família. “Deixo aqui minha total solidariedade a esta jovem de 17 anos e à sua família”, afirmou. Posteriormente, o Governo do Estado do Rio de Janeiro também se manifestou. Em nota, declarou que repudia “veementemente o ato de extrema violência cometido contra uma adolescente” e informou que a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro concluiu a investigação e identificou cinco autores — quatro maiores de idade e um menor. Segundo o governo, a Justiça decretou a prisão dos suspeitos, que estão foragidos, e diligências seguem em andamento para localizá-los. O que aconteceu? Segundo o inquérito da 12ª DP (Copacabana), a vítima foi convidada por um adolescente, ex-namorado, para ir ao apartamento de um amigo dele, na noite de 31 de janeiro, na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Esse rapaz teria pedido que a jovem levasse uma amiga, mas, como ela não conseguiu, a adolescente foi sozinha. No elevador, o rapaz avisou que mais amigos estavam no local e sugeriu que fariam “algo diferente”, o que, segundo a vítima, ela recusou. Já no apartamento, ela foi levada para um quarto e, enquanto mantinha relação sexual com o ex, outros 4 rapazes entraram no cômodo. A vítima relatou que, após insistência do adolescente, concordou apenas que os amigos permanecessem no quarto, desde que não a tocassem. No entanto, segundo o depoimento, os rapazes tiraram a roupa, passaram a beijá-la e apalpá-la, forçando-a a praticar sexo oral e sofrendo penetração por todos. Ela afirmou ainda que levou tapas, socos e um chute na região abdominal. Tentou sair do quarto, mas foi impedida. Câmeras e prints Polícia busca suspeitos de estupro de adolescente em Copacabana Câmeras de segurança do prédio registraram a chegada dos jovens ao apartamento e, depois, a entrada da adolescente acompanhada pelo menor. As imagens também mostram o momento em que a vítima deixa o imóvel. De acordo com o relatório policial, após acompanhá-la até a saída do prédio, o adolescente retorna ao apartamento e faz gestos interpretados pelos investigadores como de “comemoração”. Há ainda registros da saída dos investigados do edifício em horários próximos ao crime. Conversas por WhatsApp entre a adolescente e o menor, antes do crime, foram incluídas no inquérito. Nas mensagens, ele a convida para ir ao endereço e pergunta se ela poderia chamar uma amiga. A jovem responde que não teria quem convidar, e ele afirma que não haveria problema em ir sozinha. As mensagens também mostram a combinação do encontro na portaria e os horários em que ela avisou que estava chegando. O que diz o laudo O exame de corpo de delito apontou lesões compatíveis com violência física. A perícia identificou infiltrado hemorrágico e escoriação na região genital, além de sangue no canal vaginal. Também foram descritos grupos de manchas nas regiões dorsal e glúteas. Materiais foram coletados para exames genéticos e análise de DNA. O que dizem os citados Após a prisão, a defesa de João Gabriel se pronunciou com a seguinte nota: "A defesa de João Gabriel Xavier Bertho informa que, em respeito à decisão judicial, ele se entregou nesta terça-feira (03/03) na 10ª delegacia. João Gabriel e a defesa confiam que a Justiça, de forma isenta, irá apurar os fatos e decidirá pela improcedência da denúncia. João Gabriel nega estupro e não teve sequer a oportunidade de ser ouvido pela polícia. Ele não é citado nas novas denúncias que estão sendo investigadas".

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