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MPRJ prende 3 policiais civis em operação contra loteamentos ilegais no Parque Estadual da Pedra Branca

MPRJ mira loteamentos ilegais no Parque Estadual da Pedra Branca O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu 4 pessoas nesta quinta-feira (11) na Op...

MPRJ prende 3 policiais civis em operação contra loteamentos ilegais no Parque Estadual da Pedra Branca
MPRJ prende 3 policiais civis em operação contra loteamentos ilegais no Parque Estadual da Pedra Branca (Foto: Reprodução)

MPRJ mira loteamentos ilegais no Parque Estadual da Pedra Branca O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu 4 pessoas nesta quinta-feira (11) na Operação Pedra Branca, contra um esquema ilegal de loteamento e venda de terrenos no Parque Estadual da Pedra Branca, na Zona Oeste do Rio. A investigação revelou que o grupo, ligado à milícia, causou danos ambientais e impôs um prejuízo de pelo menos R$ 846 mil às vítimas — mas o MPRJ estima que os paramilitares poderiam ter lucrado até R$ 27 milhões se tivessem vendido tudo. Em 2021, o g1 mostrou uma ação de desmonte do “condomínio”, que já tinha até nome: Viva Verde Residencial. Os presos, que também foram denunciados, são: Leonardo da Silva Machado, policial civil; Marcello Carvalho de Menezes, policial civil; Marcos Eduardo Maia, policial civil; Milton de Souza Junior, empresário apontado como chefe do esquema. Promotores também cumpriram 7 mandados de busca e apreensão — um dos alvos é um delegado da Polícia Civil, que ainda é investigado e não está entre os denunciados. Um PM também sofreu buscas e foi denunciado. As ordens foram expedidas pela 2ª Vara Criminal Especializada da capital e cumpridas nos bairros de Copacabana, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Olaria, Realengo, Magalhães Bastos e Jardim Sulacap. A operação contou com o apoio das corregedorias das polícias Civil e Militar. Em nota, a Polícia Civil afirmou que instaurou um procedimento disciplinar para apurar o caso e que não compactua com eventuais desvios de conduta. (Leia a nota na íntegra ao final do texto) Quinze denunciados Os grupos de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e em Meio Ambiente (Gaema) denunciaram 15 pessoas. De acordo com as investigações, centenas de vítimas foram atraídas pela promessa de adquirir terrenos regularizados em Campo Grande para construir casas perto da floresta. Esses lotes, porém, ficam na área de amortecimento do parque estadual e não poderiam ser comercializados. Quem comprou ficou no prejuízo, e também houve danos ao meio ambiente. O Ministério Público afirma que Milton de Souza Junior, empresário apontado como chefe do grupo, se apresentava como proprietário de terras na região, promovia o parcelamento irregular dos terrenos e comercializava os lotes. O grupo é acusado de ligações com a milícia que atua na Zona Oeste. A denúncia aponta que policiais da 35ª DP (Campo Grande) recebiam propina para engavetar investigações sobre o loteamento irregular e para obter informações sigilosas. Ainda segundo a denúncia, para dar aparência de legalidade às negociações, o grupo utilizava falsos corretores de imóveis, empresas de fachada e laranjas para receber os valores pagos pelos compradores. O Gaeco e o Gaema também identificaram conversas em que os denunciados discutiam a execução de milicianos rivais. Os investigados podem responder por corrupção, estelionato, organização criminosa e crimes contra o meio ambiente. A ação de desmonte Em 23 de setembro de 2021, policiais ambientais, guardas municipais e fiscais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Conservação interromperam a construção do Viva Verde Residencial. As casas estavam sendo erguidas em um terreno de 135 mil metros quadrados, o equivalente a 13 campos de futebol, na Rua Soldado Antônio da Silveira, no Rio da Prata. Na guarita, os fiscais encontraram a planta do empreendimento, que contava com 360 lotes numerados, além de promessas de compra e venda em nome da empresa Real Carioca Agenciamento de Atletas e de seu sócio, Milton de Souza Júnior. Os agentes também acharam cópias de uma notificação de embargo da obra que foi ignorada. Na internet era possível encontrar anúncios da venda de lotes no local, a partir de R$ 75 mil. Em um dos contratos, o lote custou R$ 85 mil. A ação de demolição foi liderada pelo então secretário municipal de Meio Ambiente, Eduardo Cavaliere (PSD), hoje prefeito do Rio. “Um condomínio como este, com cortes de talude, supressão de vegetação do limite do Parque Estadual da Pedra Branca e parcelamento de solo feito de maneira irregular, é um condomínio ilegalizável”, declarou à época. “Isso vai ser passado para o Ministério Público e para a Polícia Civil. O responsável pelo empreendimento tem vários outros na Zona Oeste e em outras áreas da cidade. Que a gente consiga desdobrar isso em respostas efetivas para os crimes que vêm acontecendo”, emendou. Imagens de satélite mostram o antes e depois da construção de condomínio irregular em Campo Grande Reprodução/ TV Globo Nota da Polícia Civil "A Corregedoria-Geral da Polícia Civil participa da ação do Ministério Público que resultou na prisão de três servidores. A Corregedoria já instaurou procedimento disciplinar para apurar a conduta funcional dos envolvidos. A Polícia Civil acompanha o caso de perto e reafirma que não compactua com eventuais desvios de conduta. A instituição mantém mecanismos de controle interno e correição voltados à apuração de irregularidades, colaborando com demais órgãos sempre que necessário. O compromisso da corporação é com a legalidade, a transparência e a correta prestação do serviço público à sociedade."

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