Monique, mãe de Henry Borel e ré no caso, passa mal ao ver imagens do corpo do filho e é dispensada do júri
Jairinho e Monique no banco dos réus Reprodução/TV Globo Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel e ré no julgamento pela morte da criança de 4 anos, p...
Jairinho e Monique no banco dos réus Reprodução/TV Globo Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel e ré no julgamento pela morte da criança de 4 anos, passou mal na manhã desta sexta-feira (29) e precisou de atendimento médico no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio. 🔎 Monique e o ex-vereador Jairo Souza Santos Junior, o Jairinho, são julgados pela morte da criança em 2021. Os dois respondem por homicídio qualificado, tortura e outros crimes. O Ministério Público sustenta que Jairinho agredia a criança e que Monique tinha conhecimento das violências, mas se omitiu. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Ela se sentiu mal durante o depoimento do médico legista aposentado e perito Luiz Carlos Leal Prestes. A testemunha falava sobre as lesões de Henry enquanto fotos da criança apareciam na tela. De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio, Monique precisou ser atendida por uma equipe de saúde ao ver as imagens do corpo do menino. Os advogados solicitaram a presença de uma equipe. O julgamento não chegou a ser interrompido, mas Monique foi dispensada de acompanhar o restante da sessão. Ela só retornará ao plenário neste sábado (30). Em seu depoimento, o médico legista descartou qualquer relação entre as manobras de massagem cardíaca e a laceração encontrada no fígado da criança, apontada pela defesa como causa da morte. "Houve um homicídio por espancamento, esse menor chegou sem vida a esse hospital. A multiplicidade de lesões em sítios diferentes fez com que, inequivocamente, se concluísse que essa criança foi agredida e por isso houve a hemorragia interna", afirmou Prestes. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Caso Henry Borel: testemunhas relatam episódios de violência envolvendo Jairinho durante julgamento A defesa de Jairinho nega que ele tenha cometido qualquer agressão contra a criança e afirma que os ferimentos foram provocados durante as manobras cardíacas no hospital onde ele e Monique procuraram atendimento para o menino. “Não poderia haver hemorragia interna se não houvesse circulação. Portanto, essa laceração hepática ocorreu em vida e não tem relação com a massagem cardíaca”, declarou o médico legista. O perito também descartou a possibilidade de um acidente doméstico, que chegou a ser defendida pela defesa. Segundo ele, Henry tinha 17 lesões externas, inclusive na cabeça. Ele definiu a morte do menino como "lenta, agônica e progressiva". Julgamento deve ser longo Henry Borel Jornal Nacional/ Reprodução Com apenas dez testemunhas ouvidas até agora, a expectativa é de que o Tribunal do Júri ainda tenha vários dias de trabalho pela frente. Após os depoimentos dos peritos previstos para esta sexta-feira, ainda deverão ser ouvidas outras testemunhas de acusação, entre elas Leniel Borel, pai de Henry. Em seguida, será a vez das testemunhas de defesa indicadas pelos réus. Somente depois dessa etapa ocorrerão os interrogatórios de Jairinho e Monique e, por fim, os debates entre acusação e defesa, antes da decisão do Conselho de Sentença. Segundo estimativa de participantes do julgamento, os trabalhos devem se estender por cerca de mais uma semana até a definição do veredicto. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop.