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Lula telefona para embaixador que perdeu filha em acidente em Ipanema: ‘Não consigo imaginar angústia maior’

Quem era Mariana Abdul Hak, filha de diplomatas que morreu atropelada no RJ O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou nesta segunda-feira (19) que telefo...

Lula telefona para embaixador que perdeu filha em acidente em Ipanema: ‘Não consigo imaginar angústia maior’
Lula telefona para embaixador que perdeu filha em acidente em Ipanema: ‘Não consigo imaginar angústia maior’ (Foto: Reprodução)

Quem era Mariana Abdul Hak, filha de diplomatas que morreu atropelada no RJ O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou nesta segunda-feira (19) que telefonou para o embaixador Ibrahim Abul Hak Neto para prestar solidariedade pela morte da filha dele, Mariana Tanaka Abdul Hak, vítima de um acidente em Ipanema, na Zona Sul do Rio, no último sábado (16). "Como pai, não consigo imaginar angústia maior do que ver partir uma filha amada. Pedi a ele que transmitisse a sua esposa Ana Patrícia, a toda a família e amigos minhas mais sentidas condolências nesse momento de dor e perda irreparável", diz a publicação nas redes sociais. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Post de Lula para o embaixador Ibrahim Abul Hak Neto Reprodução/Redes sociais LEIA TAMBÉM: Mãe da jovem se recupera em cadeira de rodas 'O Rio era a escolha dela', diz diplomata sobre filha Mariana e a mãe, a diplomata Ana Patrícia Neves Abdul Hak, foram atropeladas por uma van desgovernada na esquina das ruas Visconde de Pirajá e Vinicius de Moraes. Elas foram levadas para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Mariana, de 20 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte. A jovem morava na Europa e veio para o Brasil para começar no novo emprego — ela havia sido contratada para trabalhar no escritório carioca da L’Oréal. O embaixador Ibrahim Abdul Hak Neto e a filha, Mariana Tanaka Abdul Hak Reprodução A administradora havia desembarcado no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão, na Ilha do Governador, na manhã de sábado (16), e foi para o apartamento onde passaria a viver, em Ipanema. Na casa nova, deixou as malas e saiu para passear com a mãe, que tinha vindo ao Rio para ajudar na mudança da filha. Poucos passos depois, mãe e filha foram atropeladas na calçada por uma van — um entregador também se feriu no acidente. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop. 'Um anjo que Deus me deu', diz pai ‘Uma fonte de alegria’, diz pai de jovem morta em atropelamento em Ipanema Marido de Ana Patrícia e pai de Mariana, o diplomata Ibrahim Abdul Hak Neto falou sobre a perda da filha. O casal embarcou nessa manhã para São Paulo, onde será realizado o velório da jovem. "Foi um anjo que Deus me deu e com o qual eu e a minha mulher convivemos por mais de 20 anos. A forma de ver isso é agradecer por viver esses 20 anos com ela. E evitar pensar no futuro", disse aos prantos. "A dor é dupla, pois é uma dor que é física e é a dor emocional de perder o filho. Ela era uma fonte de alegria, de amor, de juventude, aquela pessoa que, quando você sabe que está com você, que está em casa, traz a música, a dança, as piadas, a alegria, as provocaçõezinhas", disse. "Ela (Ana Patrícia) está bem machucada. Ela foi poupada do dano maior. A Mariana foi pressionada contra o poste, aquele farol de trânsito que parece que foi derrubado, na esquina da Vinicius de Moraes com a Visconde de Pirajá, foi onde a Mariana foi pressionada", explicou Abdul, que empurrava a esposa em uma cadeira de rodas no Aeroporto Santos Dumont, no Centro. Abalado e emocionado, Ibrahim lembrou que vinda da filha para o Rio foi uma escolha da jovem após morar em vários lugares do mundo. "Eu e minha esposa somos diplomatas, então nós a levamos para morar em muitos lugares do mundo, alguns excelentes, outros muito difíceis. E a decisão da Mariana era se enraizar finalmente no seu próprio país, depois de, enfim, experimentar diferentes culturas. O que ela queria era o sonho de fincar raízes, e o Rio de Janeiro era a escolha dela", disse o pai emocionado. O diplomata Ibrahim Abdul Hak Neto empurra a cadeira de rodas da esposa, a também diplomata Ana Patrícia Neves Abdul Hak, no Aeroporto Santos Dumont Betinho Casas Novas/ TV Globo

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