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Idoso carregado pelo filho morre com falta de ar em hospital do RJ após ser direcionado à porta trancada com cadeado, diz neto

Confusão e morte em hospital de Casimiro de Abreu Um idoso que chegou a um hospital de Casimiro de Abreu (RJ) com falta de ar, carregado pelo filho, morreu, se...

Idoso carregado pelo filho morre com falta de ar em hospital do RJ após ser direcionado à porta trancada com cadeado, diz neto
Idoso carregado pelo filho morre com falta de ar em hospital do RJ após ser direcionado à porta trancada com cadeado, diz neto (Foto: Reprodução)

Confusão e morte em hospital de Casimiro de Abreu Um idoso que chegou a um hospital de Casimiro de Abreu (RJ) com falta de ar, carregado pelo filho, morreu, segundo a família, após ser direcionado a um acesso que estava com a porta trancada com cadeado. Lucas Rocha, neto de Severino Mouzinho Sales, disse que o pai ainda tentou entrar com o avô pela porta de emergência do Hospital Municipal Ângela Maria Simões Menezes, por volta das 21h desta segunda-feira (19), mas recebeu a orientação de se dirigir a outro acesso. Vídeos mostram parte da confusão (veja acima) . Nas imagens, o filho do paciente questiona um funcionário sobre o motivo de a porta estar trancada. De acordo com Lucas, o pai derrubou a porta na tentativa de salvar o avô dele. Mais tarde, a família recebeu a notícia de que Severino havia morrido. "Meu pai, no desespero, derrubou a porta para poder entrar com o pai dele, mas não adiantou. Ele acabou vindo a falecer por conta da falta de suporte do hospital, disse. 📱 Siga o canal do g1 Região dos Lagos no WhatsApp. Idoso chegou ao hospital com falta de ar e encontrou porta com cadeado Acervo pessoal Lucas contou que a orientação partiu do segurança da unidade. E que o avô ainda estava vivo. "Meu avô estava bem debilitado. Entramos pela porta da emergência com ele, mas o segurança alegou que não era para ter entrado pela porta principal, que era para entrar por uma porta ao lado. Aí o segurança puxou meu pai com meu avô para fora, para levar para a outra porta. Ao chegar, essa porta estava trancada com cadeado", explicou. Segundo a família, Severin, conhecido como Pará, estava em tratamento contra tuberculose. Uma testemunha, que preferiu não se identificar, falou ao g1 o que viu. "Eles foram entrar pela porta principal, pedindo ajuda e uma maca. O segurança falou que tinham que entrar pela porta ao lado, que é a do politrauma. O outro rapaz que foi empurrar a porta, que estava junto, tentou entrar, só que estava trancada. Mesmo assim, o segurança não deixou que eles entrassem pela porta principal com o senhor no colo", afirmou a testemunha. Ainda segundo a testemunha, foi nesse momento "que ele começou a quebrar a porta, e o segurança tentou contê-lo". "Aí deu uma confusão, porque a porta estava trancada com um cadeado. Eu acho que a porta não pode ficar aberta. Houve um desentendimento entre eles. Ele agrediu o segurança e nós não vimos nenhuma arma branca", disse. A testemunha afirma que houve uma agressão ao familiar e, logo depois, uma equipe da Ronda Ostensiva Municipal (ROMU) chegou ao local. O que diz a Prefeitura de Casimiro de Abreu Em nota, a Prefeitura de Casimiro de Abreu , por meio da Secretaria Municipal de Saúde, afirmou que familiares de Severino Mouzinho Sales tentaram acessar a unidade por uma porta destinada exclusivamente à entrada de pacientes com trauma encaminhados pelo Corpo de Bombeiros. De acordo com a Secretaria, funcionários do hospital foram até o local para abrir a porta e permitir a entrada do paciente. O órgão também afirmou que a ação levou menos de um minuto, mas a porta foi derrubada pelos acompanhantes antes que a equipe conseguisse abri-la. Na nota, a Prefeitura afirmou que a porta de emergência estava aberta, sem que houvesse impedimento ao acesso do paciente. Veja o que a Prefeitura disse: "(...) vale reiterar que a porta da emergência, que fica ao lado, estava aberta em todo o tempo. Dessa forma, não houve impedimento ao acesso do paciente para atendimento. Segundo os relatos registrados, um dos acompanhantes portava uma arma branca, danificou a porta da unidade e deu início a uma situação de conflito. Também houve agressão física a um profissional do hospital. O paciente chegou ao Hospital sem sinais vitais, foi atendido pela equipe de saúde, que realizou as condutas assistenciais necessárias. Informações sobre o prontuário, o boletim médico e a causa da morte são protegidas pelo sigilo médico e pela legislação aplicável, não podendo ser divulgadas pela instituição de forma indevida. Diante da ocorrência, a Polícia Militar, a Guarda Civil Municipal e a Polícia Civil foram acionadas. Os envolvidos foram conduzidos à delegacia, e o caso segue sob investigação da Polícia Civil, responsável pela apuração dos fatos e pela adoção das medidas cabíveis. A Prefeitura lamenta profundamente o falecimento do paciente e manifesta solidariedade aos familiares neste momento de dor. Reitera, ainda, que a violência contra profissionais de saúde e a depredação do patrimônio público são inaceitáveis, pois comprometem a segurança de trabalhadores, pacientes e acompanhantes. A administração municipal também reafirma o compromisso com a assistência à população, a segurança dos usuários e dos profissionais da rede pública de saúde e a apuração responsável dos fatos, com respeito ao sigilo das informações médicas e ao devido processo legal". Investigação da Polícia Civil Ao g1, a delegada responsável pela 121ª Delegacia de Polícia de Casimiro de Abreu, Carla Tavares, informou que a Polícia Civil apura os crimes de vias de fato e de desacato. Em entrevista, ela explicou que, nas circunstâncias relatadas, o arrombamento da porta pode ser enquadrado como estado de necessidade, situação que afasta a ilicitude da conduta. Por esse motivo, de acordo com ela, o episódio não pode ser tratado como dano ao patrimônio público.

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