cover
Tocando Agora:

Governo da Colômbia lamenta morte de 3 turistas em queda de helicóptero no Rio e presta assistência às famílias

Bombeiros confirmam 4 mortes em queda de helicóptero no RJ O governo da Colômbia publicou uma nota lamentando o acidente aéreo que matou quatro pessoas neste...

Governo da Colômbia lamenta morte de 3 turistas em queda de helicóptero no Rio e presta assistência às famílias
Governo da Colômbia lamenta morte de 3 turistas em queda de helicóptero no Rio e presta assistência às famílias (Foto: Reprodução)

Bombeiros confirmam 4 mortes em queda de helicóptero no RJ O governo da Colômbia publicou uma nota lamentando o acidente aéreo que matou quatro pessoas neste sábado (8) no Rio de Janeiro. Entre as vítimas estão três colombianos. No comunicado, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que está em contato com o governo brasileiro. "O Consulado da Colômbia no Rio de Janeiro está em coordenação com as autoridades locais e realizando as diligências pertinentes. Além disso, está contatando os familiares das compatriotas para prestar a orientação correspondente." "A Chancelaria expressa suas mais sentidas condolências e solidariedade às famílias e entes queridos das vítimas, e continuará prestando a assistência consular que for cabível, no âmbito de suas competências e em conformidade com a Convenção de Viena sobre Relações Consulares de 1963." Initial plugin text O acidente Quatro pessoas morreram em uma queda de helicóptero na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (8). As vítimas são 3 turistas colombianas da mesma família e o piloto. Não houve sobreviventes. O Corpo de Bombeiros do RJ foi acionado às 11h11 para atender a ocorrência. Destroços da aeronave, o Robinson R44 prefixo PP-MFS, da empresa Voos Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos (VRP), foram localizados pela equipe do Grupamento de Operações Aéreas. O ponto da queda fica em uma área de mata íngreme e de difícil acesso. As vítimas eram avó, mãe e filha. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Os mortos são: Alessandro Rocha, piloto; Rocio Cubillos, turista colombiana; Sofia Murillo, turista colombiana; Wendy Manrique, turista colombiana. Bombeiros trabalham para chegar até a área onde caiu um helicóptero perto da Vista Chinesa, na Zona Sul do Rio. Divulgação Familiares aguardavam no hangar As três turistas colombianas que morreram na queda do helicóptero faziam a primeira viagem ao Brasil. Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17, eram avó, filha e neta. Elas chegaram ao Rio na segunda-feira e permaneceriam no país até terça-feira. Durante a viagem, fizeram passeios pela cidade e também estiveram em Búzios, na Região dos Lagos. As três estavam no Rio com outros parentes: Victor Manrique, filho de Rocio, a esposa dele Daniela Castañeda, e a filha do casal de 15 anos. Segundo familiares, o grupo contratou o passeio de helicóptero após uma pesquisa nas redes sociais. Depois do acidente, Victor, Daniela e a filha que também participariam do passeio ficaram no hangar aguardando informações. Eles ouviram um funcionário mencionar que teria ocorrido um “pouso forçado” e cobraram explicações, mas, segundo o relato, ninguém informava o que havia acontecido. Ainda no hangar, os familiares acabaram descobrindo a dimensão do acidente por meio de sites de notícias. A viagem da família era uma comemoração pelo aniversário de 15 anos de Laura. Ocupantes carbonizados O helicóptero explodiu ao cair na encosta, e chamas se alastraram pela mata. Militares especializados em combate a incêndios florestais foram mobilizados e conseguiram controlar o fogo. Os 4 ocupantes morreram carbonizados. Alessandro Rocha era o piloto do helicóptero que caiu neste sábado no Rio Reprodução redes sociais A operação mobilizou cerca de 40 militares, 11 viaturas e 4 unidades operacionais. “A maior dificuldade das equipes no momento é o acesso, tanto para entrar no local quanto para sair. A aeronave caiu em uma região de mata muito íngreme, com áreas de precipício, onde só é possível trabalhar com técnicas de corda e equipamentos de segurança”, explicou o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros. “Quando chegamos, além do helicóptero, havia também um incêndio provocado pela explosão do combustível da aeronave. Esse incêndio já foi totalmente extinto”, emendou. “Agora, nosso desafio é encontrar acessos mais rápidos para facilitar o trabalho da perícia da Polícia Civil e do Cenipa, além da futura retirada dos corpos. Estamos trabalhando para que isso aconteça o quanto antes, de preferência ainda hoje”, disse. Detalhes do modelo do helicópterio Robinson R44. Arte/g1 Fotos do acidente Bombeiros avançam por área de mata em resgate após queda de helicóptero Reprodução/TV Globo Bombeiros chegam na área onde helicóptero caiu na mata perto da Vista Chinesa, na Zona Sul do Rio Divulgação Bombeiros estacionam na Vista Chinesa para resgate após queda de helicóptero Reprodução Carros dos bombeiros na área da Vista Chinesa Reprodução/TV Globo Vista Chinesa é um ponto frequentado por turistas e atletas Reprodução/TV Globo O que é a Vista Chinesa A Vista Chinesa é um dos mirantes mais conhecidos do Rio de Janeiro. Fica no Parque Nacional da Tijuca, na região do Alto da Boa Vista, entre as zonas Sul e Norte da cidade, e oferece uma vista ampla de cartões-postais como o Cristo Redentor, a Lagoa Rodrigo de Freitas, as praias de Ipanema e Leblon, o Jardim Botânico e parte da Baía de Guanabara. O local é marcado por um pavilhão em estilo oriental, construído no início do século 20 em homenagem aos imigrantes chineses que tiveram participação no cultivo de chá no Rio durante o período colonial. A estrutura, com telhado típico da arquitetura chinesa, tornou-se um dos pontos mais fotografados da cidade. Além do valor histórico e paisagístico, a Vista Chinesa é muito procurada por turistas, ciclistas, corredores e praticantes de esportes ao ar livre, especialmente ao amanhecer, quando a visibilidade costuma ser melhor e a vista ganha destaque com a luz da manhã. A estrada que leva ao mirante atravessa a Floresta da Tijuca, cercada por Mata Atlântica preservada. O trecho da Estrada da Vista Chinesa em frente ao mirante foi interditado para o trabalho de resgate. As trilhas daquele setor do Parque Nacional da Tijuca foram fechadas. Vista Chinesa, no Rio Reprodução Em junho, colisão entre helicópteros matou 6 Em 14 de junho, seis pessoas morreram depois que dois helicópteros se chocaram no ar na região do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. As aeronaves eram um Eurocopter AS 350 B2, conhecido como Esquilo, e outro helicóptero de prefixo PR-DJJ. Entre as vítimas estavam o cantor e produtor americano Oliver Tree, o youtuber argentino Gaspi e os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac. Segundo testemunhas, as aeronaves se chocaram durante o voo. Os helicópteros caíram em um terreno de uma igreja abandonada que havia sido alugado pela BYD. Um deles explodiu ao atingir o solo, e as chamas se espalharam por veículos elétricos que estavam no local. Destroços das aeronaves ficaram espalhados por uma área de pelo menos 100 metros. Prefeito pede fiscalização O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), pediu à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) uma fiscalização extraordinária dos voos panorâmicos realizados na cidade após a queda de um helicóptero que matou quatro pessoas na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, na Zona Sul. O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), no local do resgate das vítimas da queda do helicóptero. Rafael Nascimento / g1 Rio Cavaliere afirmou que enviou um ofício à agência e disse que a ANAC pode avaliar até mesmo uma suspensão temporária desse tipo de voo. “Então fiz questão de ligar pra presidente da ANAC. A gente encaminhou imediatamente um ofício, encaminhamos um comunicado da Prefeitura do Rio direcionado à ANAC para que tome providências imediatamente em relação aos voos no Rio de Janeiro”, informou. Cavaliere afirmou que recebeu do presidente da ANAC a informação de que a aeronave envolvida no acidente tinha autorização para realizar voos panorâmicos. O prefeito citou a possibilidade de interromper temporariamente os voos panorâmicos para permitir uma fiscalização mais ampla. "Eu quero crer que a ANAC vai tomar essas medidas inclusive com a possibilidade de suspensão de voos panorâmicos por uma semana ou por duas semanas, para fazer uma fiscalização mais intensa nos helipontos, nas aeronaves na manutenção dessas aeronaves” Questionado sobre a possibilidade de suspensão, o prefeito ressaltou que a decisão cabe à ANAC, por se tratar de uma competência federal.

Fale Conosco