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Diplomas falsos: PF mira esquema em curso de vigilantes em Cabo Frio

Polícia Federal cumpriu mandados em Cabo Frio por esquema de diplomas falsos Polícia Federal A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (27), ...

Diplomas falsos: PF mira esquema em curso de vigilantes em Cabo Frio
Diplomas falsos: PF mira esquema em curso de vigilantes em Cabo Frio (Foto: Reprodução)

Polícia Federal cumpriu mandados em Cabo Frio por esquema de diplomas falsos Polícia Federal A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (27), a Operação Libellum Falsum para investigar a compra e o uso de certificados escolares falsos na emissão de certificados de vigilante. Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, sendo três em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, e sete em Monteiro, na Paraíba. Segundo a PF, a investigação começou depois que uma escola de formação de vigilantes, sediada em Cabo Frio, apresentou à Delegacia da PF em Macaé pedidos de emissão de certificados para alunos que não tinham concluído o ensino fundamental. 📱 Siga o canal do g1 Região dos Lagos no WhatsApp. Agora no g1 A exigência de escolaridade mínima passou a ser necessária para a certificação profissional na área. Por isso, os pedidos foram inicialmente negados pela Polícia Federal. Dias depois, a escola apresentou nove declarações de conclusão do ensino médio emitidas por uma instituição privada de Monteiro, na Paraíba. O caso chamou a atenção dos investigadores porque os alunos, que antes não tinham nem o ensino fundamental completo, passaram a apresentar documentos indicando a conclusão do ensino médio em um curto intervalo de tempo. De acordo com a PF, os documentos tinham aparência de autenticidade, com reconhecimento de firma em nome de diretores da instituição e publicação dos nomes dos alunos no Diário Oficial da Paraíba. Apesar disso, a investigação apontou indícios de falsidade ideológica. Em depoimento, alunos relataram que os certificados teriam sido providenciados pelo proprietário da escola de formação de vigilantes, por meio da instituição de ensino da Paraíba, em uma suposta modalidade de Educação de Jovens e Adultos à distância. Ainda segundo a PF, alguns investigados afirmaram que as provas teriam sido enviadas por celular e realizadas depois das datas de conclusão registradas nos certificados. Outros não souberam informar quais disciplinas teriam sido cobradas ou como eram as avaliações. Uma aluna declarou que o certificado foi obtido em nome dela sem autorização, matrícula, frequência escolar ou realização de provas. O Conselho Estadual de Educação da Paraíba informou que a instituição investigada não tinha autorização para ofertar ensino à distância a alunos de outros estados. O órgão também realizou uma inspeção administrativa na escola e apontou irregularidades. A instituição não apresentou documentos que comprovassem a conclusão escolar dos alunos investigados e teve as atividades suspensas. A PF informou ainda que, depois desse caso, outros diplomas emitidos pela mesma instituição foram apresentados por requerentes à Delegacia da PF em Macaé para emissão de certificados de vigilante. Em depoimento, eles afirmaram que apenas pagaram pelos documentos, sem frequentar aulas, fazer provas ou cumprir carga horária. Os investigados poderão responder por falsidade ideológica e uso de documento falso, sem prejuízo de outros crimes que possam ser identificados no decorrer das apurações.

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