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Debate na Globo: o que os candidatos ao governo do RJ disseram sobre segurança pública

Eleições 2026: Debate da Globo para governo do RJ (1º turno); veja íntegra A segurança pública ocupou parte central do debate da Globo entre os candidatos...

Debate na Globo: o que os candidatos ao governo do RJ disseram sobre segurança pública
Debate na Globo: o que os candidatos ao governo do RJ disseram sobre segurança pública (Foto: Reprodução)

Eleições 2026: Debate da Globo para governo do RJ (1º turno); veja íntegra A segurança pública ocupou parte central do debate da Globo entre os candidatos ao governo do RJ. André Marinho (Novo), Anthony Garotinho (Republicanos), Douglas Ruas (PL), Eduardo Paes (PSD) e William Siri (PSOL) apresentaram propostas para recuperar áreas dominadas por organizações criminosas, reorganizar as forças policiais e ampliar os efetivos. Os candidatos também falaram sobre violência contra a mulher, condições de trabalho dos agentes, policiamento comunitário, sistemas de monitoramento e a oferta de serviços públicos nas comunidades. Ao longo do debate, houve ainda acusações sobre supostas relações entre políticos e organizações criminosas. As declarações foram feitas pelos candidatos durante os confrontos e contestadas pelos adversários. LEIA TAMBÉM: Debate no RJ tem ataques a Paes e Ruas e discussões sobre alianças políticas, segurança, educação e transporte Veja o que disseram os candidatos ao governo após o debate do RJ Veja, abaixo, o que cada candidato disse sobre segurança pública. André Marinho (Novo) André Marinho (Novo), candidato do Novo ao governo do RJ Globo/Manoella Mello André Marinho defendeu a criação de um comando unificado para situações de crise. Segundo o candidato, o governador deve acompanhar diretamente operações de grande impacto a partir do Centro Integrado de Comando e Controle. A proposta reuniria as polícias Militar, Civil e Penal, o sistema socioeducativo e a Defesa Civil. “Governador que se preze, numa situação conflagrada como essa, precisa ir diretamente para o Centro Integrado de Comando e Controle, despachando as ordens”, afirmou. Marinho defendeu um comando unificado entre os diferentes órgãos. “Comando unificado, sim, entre Secretaria de Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, o Degase também e, claro, a Defesa Civil”, disse. Segundo o candidato, a integração também teria o objetivo de reduzir as indicações políticas nos órgãos de segurança. Marinho apresentou o programa “Sai fuzil, entra Brasil” e disse que, além de recuperar as áreas dominadas por organizações criminosas, o governo deve impedir o recrutamento de crianças e adolescentes. “Tão importante quanto recuperar territórios é recuperar talentos. Muitas vezes, o aluno faltante acaba sendo a presa perfeita para ser recrutado”, declarou. Ao comentar ataques a ônibus e os riscos enfrentados por crianças durante confrontos, Marinho afirmou que reagiria diretamente, por meio do comando integrado, sempre que houvesse uma situação semelhante. Durante o debate, o candidato afirmou que o governo atuaria para prender o traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, chefão do Terceiro Comando Puro (TCP). “Nós vamos procurar você. Nós vamos encontrar você e nós vamos prender você”, declarou. Em seguida, disse: “E, se você reagir, nós vamos matar você.” Para as Baixadas Litorâneas, Marinho prometeu garantir o efetivo necessário ao Batalhão de Araruama e ampliar o policiamento comunitário. “Eu vou garantir, além de todo o efetivo ao Batalhão de Araruama que foi prometido e ficou no papel, policiamento comunitário com gente que conhece exatamente as vielas e os labirintos das comunidades”, afirmou. O candidato citou disputas entre organizações criminosas em áreas de Cabo Frio, Tamoios e Unamar. “Eu vou garantir a proteção a tantos territórios que viraram centro de disputa entre TCP e Comando Vermelho”, disse. Marinho também afirmou que barqueiros estariam sendo extorquidos por milicianos. O candidato disse ainda ter reunido especialistas para formular seu programa de segurança e citou a criação de um conselho para orientar as ações do governo. Segundo ele, o grupo seria comandado por Rogério Greco, apresentado durante o debate como secretário de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais. “Eu desafio qualquer campanha a qualquer cargo executivo desse país a apresentar uma equipe tão qualificada como a que eu fui capaz de montar”, afirmou. Anthony Garotinho (Republicanos) Anthony Garotinho participa de coletiva após o debate na Globo Globo/Manoella Mello Anthony Garotinho apresentou a proposta de criação do “Bope 2.0”, que, segundo ele, seria um batalhão voltado à ocupação de territórios, e não apenas ao confronto. “Nós vamos criar o Bope 2.0. Vai ser um batalhão de ocupação, não vai ser de confronto como é o atual”, declarou. O candidato afirmou que a Polícia Militar entraria nas comunidades acompanhada da Polícia Civil, responsável por investigar e localizar pontos de armazenamento de armas e drogas. “Nós vamos entrar numa comunidade. Junto vai entrar a Polícia Civil, fazendo investigação e identificando os locais onde ficam drogas e armas”, disse. A operação também teria uma frente social, chamada por Garotinho de “tropa social”, com ações em áreas como esporte, juventude e renda. “Junto vai entrar a tropa social. Vinte programas sociais, esporte, programa para juventude, programa de renda mínima”, afirmou. Garotinho disse ainda que pediria o apoio de forças federais para cercar as comunidades durante as operações. “Nós vamos pegar aqui os paraquedistas e os fuzileiros do Rio de Janeiro, vamos cercar a comunidade e vamos então retomar esses territórios”, disse. O candidato afirmou que as políticas de segurança precisam considerar que a maioria dos moradores das comunidades não participa de organizações criminosas. “Segurança pública não é só polícia, por isso eu falei aqui em tropa social”, declarou. “Noventa e nove por cento das pessoas que moram em comunidade são pessoas corretas. São oprimidas, infelizmente, por um grupo de marginais”, acrescentou. Garotinho defendeu que as primeiras áreas a receber ações de retomada fossem os complexos da Maré, do Alemão e da Pedreira, além do Salgueiro, em São Gonçalo. “As 4 primeiras que têm que ser ocupadas são Maré, Alemão, Pedreira e Salgueiro, porque aí é que está o jogo pesado”, afirmou. O candidato também relacionou corrupção e insegurança. Segundo Garotinho, o desvio da estrutura pública enfraqueceu as forças de segurança. “O problema do Rio são 2, interligados: corrupção e segurança. Porque a corrupção fez com que a insegurança tomasse conta do estado. E as polícias acabaram sendo corrompidas também”, declarou. Garotinho prometeu convocar aprovados em concursos da Polícia Militar, da Polícia Civil, da Polícia Penal e do Departamento Geral de Ações Socioeducativas. Nas considerações finais, o candidato citou medidas adotadas quando governou o estado. Ele afirmou ter criado o Bope, o Batalhão da Linha Vermelha, o Instituto de Segurança Pública e o Grupamento Aeromóvel, além de ter comprado o primeiro veículo blindado conhecido como caveirão. “Tudo que tem na segurança hoje fui eu que fiz”, afirmou. Douglas Ruas (PL) Douglas Ruas participa de coletiva após o debate na Globo Globo/Manoella Mello Douglas Ruas relacionou a insegurança ao aumento do chamado “custo Rio”, que, segundo ele, prejudica a abertura e a manutenção de empresas. O candidato afirmou que o problema tem origem no domínio territorial exercido por facções criminosas e defendeu uma mudança na política de segurança. “Os últimos governos sempre trataram dos sintomas, nunca encararam a origem do problema, que é o domínio territorial exercido pelas facções criminosas”, declarou. Segundo Ruas, a recuperação das áreas controladas por grupos armados também teria impacto na economia do estado. “É dessa maneira, devolvendo a segurança para as ruas do Rio de Janeiro, que a gente vai conseguir fazer a nossa economia crescer”, disse. Em outro momento, o candidato afirmou que, caso fosse eleito, atuaria em conjunto com o futuro presidente da República no enfrentamento às organizações criminosas. “A partir de janeiro do ano que vem, eu estarei ao lado do próximo presidente da República, Flávio Bolsonaro, declarando guerra ao crime organizado”, afirmou. Ruas disse ainda que pretende alterar o sistema de metas das polícias. Segundo ele, agentes perdem pontos e gratificações quando uma pessoa morre durante uma ocorrência, mesmo que o policial tenha reagido para proteger a própria vida ou a de terceiros. “Se o criminoso for a óbito, o policial é punido, perde pontos no ranking de metas e perde a gratificação. É como se tivesse descontando o salário do bombeiro porque ele apagou o incêndio”, declarou. O candidato afirmou que pretende dar apoio às forças de segurança para que os policiais possam atuar. “Eu vou estar ao lado das forças policiais para garantir todo o apoio para que os nossos policiais possam cumprir a honrosa missão de servir e proteger e devolver as ruas do Rio para o nosso povo”, disse. Ao falar sobre combate à violência contra a mulher, Ruas defendeu políticas públicas que permitam às vítimas romper relações abusivas. Ele citou qualificação profissional e acesso a crédito como instrumentos para garantir autonomia financeira. “Nós queremos um estado que possa proteger as mulheres”, afirmou. Segundo Ruas, há mulheres “presas num ciclo da violência” que não conseguem deixar relacionamentos abusivos por causa da dependência financeira. O candidato disse que pretende oferecer oportunidades de trabalho, qualificação e crédito para que elas possam abrir o próprio negócio. “As mulheres têm que estar presentes em todas as políticas públicas, na segurança, na saúde e na educação”, declarou. Eduardo Paes (PSD) Eduardo Paes (PSD) Globo/Manoella Mello Eduardo Paes prometeu reunificar a Secretaria de Segurança Pública. Segundo o candidato, a divisão das estruturas responsáveis pelas polícias Civil e Militar prejudicou a coordenação das ações do estado. “Nós vamos reunificar a Secretaria de Segurança. Não vai ter mais essa bagunça”, afirmou. Paes também disse que pretende impedir interferências políticas nas nomeações de comandantes de batalhões da Polícia Militar e delegados da Polícia Civil. “A política vai tirar as mãos da segurança pública”, declarou. “Não vão mais nomear comandante de batalhão e delegado de polícia.” Ao tratar da violência contra a mulher, o candidato afirmou que as políticas para esse público devem passar por diferentes áreas do governo, como saúde, assistência social e segurança. “As políticas para as mulheres têm que ser sempre transversais”, disse. Paes citou iniciativas adotadas na Prefeitura do Rio, entre elas a criação da Secretaria da Mulher, casas de acolhimento e uma bolsa destinada a vítimas de violência. “A primeira coisa de que nós precisamos é assistência integral, atenção com essas mulheres”, afirmou. Na segurança, o candidato prometeu triplicar o número de equipes da Ronda Maria da Penha. Segundo ele, o estado passaria das atuais 50 equipes para cerca de 150. Paes também prometeu criar 8 delegacias da mulher, distribuídas por diferentes regiões do estado e com atendimento ininterrupto. “Vamos criar 8 delegacias da mulher nas diferentes regiões do estado, funcionando 24 horas, além das já existentes, para que a gente possa fazer esse combate à violência contra a mulher”, disse. Para a Região dos Lagos, Paes afirmou que o Batalhão de Araruama seria inaugurado no verão de 2027 com efetivo completo. Segundo ele, no governo Castro um batalhão foi aberto com efetivo dividido de uma unidade já existente. “Ele vai abrir já no verão de 27, com o efetivo completo. Não aquilo que faziam no governo do Castro, que abriu um batalhão e dividiu o batalhão existente e o efetivo”, declarou. O candidato defendeu ainda a criação de forças municipais e a ampliação de sistemas de monitoramento eletrônico. Como referência, citou o Civitas, programa adotado na cidade do Rio. “Eu vou implementar, dada a importância do turismo, as forças municipais, igual eu fiz na Prefeitura do Rio, e o Civitas, que acompanha com câmeras, com inteligência e barreira digital”, afirmou. Segundo Paes, o governo estadual ajudaria as prefeituras a criar suas forças e seus próprios sistemas de monitoramento. Ao voltar a falar sobre a Região dos Lagos, o candidato relacionou segurança e turismo. “Apoiar as prefeituras na criação das forças municipais, ter um sistema digital, é muito importante para que a gente possa ter essa tranquilidade que todo turista deseja”, disse. William Siri (PSOL) William Siri (PSOL) participa de coletiva após o debate na Globo Globo/Manoella Mello William Siri afirmou que o combate ao crime organizado precisa combinar ações policiais e presença permanente do poder público nos territórios. O candidato disse que pretende iniciar a retomada de áreas dominadas por grupos armados pelo Morro da Providência, na região central do Rio. “Eu vou começar por um lugar, pela Providência, que é a 1ª favela do RJ”, afirmou. Segundo Siri, a atuação incluiria a polícia, mas também serviços de saneamento, educação e saúde. “Eu vou começar por lá, não somente com polícia. Polícia também, mas com saneamento básico, educação, saúde, com o Estado pleno”, declarou. O candidato disse que os moradores das comunidades devem ter acesso aos mesmos serviços públicos encontrados em regiões mais ricas. “Nós precisamos do Estado pleno em todos os territórios do RJ”, afirmou. Siri também relacionou o controle territorial exercido pelo crime organizado a problemas políticos. Ele afirmou que, se fosse eleito, atuaria para desmantelar organizações criminosas e recuperar as áreas controladas por grupos armados. “Segurança pública é algo sério”, disse. Ao falar sobre a Costa Verde, Siri afirmou que a insegurança também prejudica o desenvolvimento econômico e o turismo da região. “Em Paraty, hoje, o Comando Vermelho é uma realidade. Então, para a gente falar de desenvolvimento econômico, também temos que falar de segurança”, declarou. O candidato prometeu valorizar os servidores da segurança e melhorar as condições de trabalho em delegacias e batalhões. “Nós vamos principalmente fazer com que você, policial, servidor público, tenha valorização e tenha condições de trabalho”, afirmou. Segundo Siri, há unidades policiais sem estrutura básica. “Nós sabemos que hoje as delegacias e os batalhões não têm condições de trabalho. Às vezes não têm nem ar-condicionado, xerox”, disse. O candidato também prometeu realizar concursos para a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Secretaria de Administração Penitenciária. Segundo os números apresentados por ele durante o debate, a Polícia Militar tem cerca de 45 mil agentes, embora a legislação preveja 60 mil. Siri afirmou ainda que a Polícia Civil tem aproximadamente 9 mil servidores e deveria ter 17 mil. “Comecem a estudar, porque no meu governo vai ter concurso público para a Polícia Militar, Civil e para a Seap”, declarou. Siri também criticou uma política baseada exclusivamente em confrontos e defendeu que a retomada dos territórios combine ação policial com saneamento, educação e saúde. Síntese Candidatos ao governo do Rio participam de debate na TV Globo Globo/Manoella Mello Apesar das diferenças entre as estratégias, mais de um candidato defendeu que a recuperação das áreas dominadas por grupos armados não deve se limitar às operações policiais. Anthony Garotinho propôs que a ocupação fosse acompanhada por programas sociais. William Siri defendeu a entrada de serviços de saúde, educação e saneamento. André Marinho relacionou a ausência de alunos da escola à vulnerabilidade ao recrutamento pelo crime. Douglas Ruas concentrou a proposta no enfrentamento ao domínio territorial, na mudança do sistema de metas e no apoio às forças policiais. Eduardo Paes destacou a reorganização da estrutura da segurança, o uso de inteligência, o monitoramento eletrônico e a redução da influência política sobre os comandos das polícias. Os candidatos Douglas Ruas (PL), Eduardo Paes (PSD), William Siri (PSOL), André Marinho (NOVO) e Garotinho (Republicanos) no estúdio da TV Globo para participar do debate entre candidatos ao governo do Rio de Janeiro Globo/Manoella Mello

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