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De presos na Operação Guilhotina a perdão de Pezão e elo com a política: quem são os irmãos policiais alvos de novo da PF

Cristiano Gaspar (ao centro) é o atual secretário de Ordem Urbana de Belford Roxo Divulgação Presos nesta quinta-feira (15) na 8ª fase da Operação Unha e...

De presos na Operação Guilhotina a perdão de Pezão e elo com a política: quem são os irmãos policiais alvos de novo da PF
De presos na Operação Guilhotina a perdão de Pezão e elo com a política: quem são os irmãos policiais alvos de novo da PF (Foto: Reprodução)

Cristiano Gaspar (ao centro) é o atual secretário de Ordem Urbana de Belford Roxo Divulgação Presos nesta quinta-feira (15) na 8ª fase da Operação Unha e Carne, os irmãos e inspetores da Polícia Civil Christiano Gaspar Fernandes e Giovanni Gaspar Fernandes foram detidos anteriormente, em 2011, durante a Operação Guilhotina, da Polícia Federal, que investigou suspeitas de corrupção policial no Rio de Janeiro. Atualmente, Christiano ocupa o cargo de secretário municipal de Ordem Urbana de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. À época da operação, Christiano trabalhava como investigador na 22ª DP (Penha). Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público, ele integrava o núcleo responsável pela atuação da milícia em Ramos. Os dois foram investigados por suspeita de integrar uma organização criminosa formada por policiais civis e militares. Segundo as investigações, o grupo desviava armas, munições e bens apreendidos em operações policiais e mantinha ligação com a milícia que atuava na Favela Roquete Pinto, em Ramos. Segundo as investigações, o grupo explorava serviços clandestinos, cobrava taxas de moradores e comerciantes e controlava a venda de gás e a distribuição ilegal de TV por assinatura. Relatórios também apontavam suspeitas de envolvimento dos integrantes em homicídios e ocultação de cadáveres. Interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal mostraram integrantes discutindo a apropriação de bens encontrados durante operações policiais no Complexo do Alemão. Nas conversas, eles mencionavam televisões, eletrodomésticos e até pares de tênis deixados por traficantes que fugiram da comunidade durante a ocupação. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Márcio Canella, 2º deputado estadual mais votado do RJ, e Marcus Amim, ex-chefe da Polícia Civil, são presos pela PF Filhos de PM reformado Christiano e Giovanni são filhos do policial militar reformado Ricardo Afonso Fernandes, conhecido como Afonsinho. Segundo a PF, Afonsinho era um dos chefes da milícia junto com o ex-subchefe operacional da Polícia Civil, delegado Carlos Antônio Luiz de Oliveira. O então chefe de Polícia Civil, delegado Allan Turnowski chegou a ser indiciado pela PF por vazamento de informações para o grupo. A investigação sustentou que Turnowski ligou cinco vezes para o inspetor Christiano para alertá-lo que ele estava sendo investigado por policiais federais. Por conta disso, Turnowski acabou sendo demitido pelo então governador Sérgio Cabral. Todos eles foram denunciados pelo Ministério Público do RJ (MPRJ) por peculato, formação de quadrilha e comércio ilegal de armas de fogo e condenados em primeira instância, com exceção de Carlos Oliveira, atual subsecretário de Planejamento e Integração Operacional da Polícia Civil do RJ. Em 2017, o juiz Marcelo Oliveira da Silva, da 32ª Vara Criminal da Capital, o absolveu. Na época, os irmãos Gaspar Fernandes já tinham sido condenados e expulsos da Polícia Civil. Em 2018, porém, o então governador Luiz Fernando Pezão anulou a demissão dos dois inspetores. A decisão contrariou o ato assinado pelo então secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e publicado no Diário Oficial em 13 de setembro de 2016, durante a intervenção federal na segurança pública do estado. Segundo pareceres citados à época, a Justiça havia reconhecido a prescrição dos crimes atribuídos aos policiais. A decisão administrativa, no entanto, gerou controvérsia por contrariar conclusões da Corregedoria-Geral Unificada. Em um dos pareceres do processo disciplinar, a corregedoria afirmou que depoimentos reunidos durante as investigações apontavam Christiano como um dos chefes da milícia de Ramos. O documento sustentava que Giovanni utilizava a condição de policial civil para intimidar moradores e favorecer a atuação do grupo criminoso. Chefe de investigação de Amim Por anos, Christiano foi chefe de investigação do delegado Marcus Amim, outro alvo da operação, nas delegacias onde ele passou. A parceria começou logo após o inspetor deixar a prisão, quando acompanhou Amim na Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). Desde então, os dois trabalharam juntos. Quando Amim assumiu um cargo na Secretaria de Polícia Civil, Christiano também o acompanhou e passou a atuar como assessor da pasta. Após a exoneração de Amim e a eleição do deputado estadual Márcio Canella, outro preso na operação, para a Prefeitura de Belford Roxo, em 2024, Christiano assumiu o cargo de secretário municipal de Ordem Urbana da cidade. Em relação a operação desta quinta, o advogado Ubiratan Guedes, que faz as defesas de Cristiano e Giovanni, disse que ainda não teve acesso aos autos e que seus clientes estão “surpresos” com a prisão. “A única coisa que temos conhecimento é da prisão. Mais nada”, disse. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.

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