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Corpo de Zuenir Ventura é velado na Academia Brasileira de Letras

O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu hoje, aos 95 anos a O corpo do jornalista Zuenir Ventura é velado na manhã desta quarta-feira (23) na Academia B...

Corpo de Zuenir Ventura é velado na Academia Brasileira de Letras
Corpo de Zuenir Ventura é velado na Academia Brasileira de Letras (Foto: Reprodução)

O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu hoje, aos 95 anos a O corpo do jornalista Zuenir Ventura é velado na manhã desta quarta-feira (23) na Academia Brasileira de Letras (ABL), da qual era imortal. Zuenir morreu aos 95 anos nesta terça-feira (22), no Rio de Janeiro. Durante mais de 60 anos de atuação no jornalismo, construiu uma obra marcada pela cobertura de episódios políticos e temas sociais relevantes do país. Pouco depois das 10h, o corpo chegou ao local, acompanhado pela família. Antes da entrada da imprensa, os parentes tiveram um momento reservado de despedida. Mestre Zu deixou a mulher, Mary Ventura, e 2 filhos, o jornalista Mauro Ventura e a editora Elisa Ventura. O enterro está previsto para esta tarde, no mausoléu da ABL no Cemitério São João Batista, em Botafogo. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Mary Ventura ao lado do caixão com o corpo do marido, Zuenir Ventura, na ABL Jéssica Evelin Araújo/g1 Amigos prestaram homenagens. Coroas de flores foram enviadas pelo presidente Lula, pelo prefeito Eduardo Cavaliere, pelos colegas de redação do jornal O Globo e pelos editores da Companhia das Letras. Elisa Ventura destacou o amor que Zuenir Ventura transmitia às pessoas, tanto na vida pessoal quanto profissional. Segundo ela, o jornalista foi um pai amoroso e presente e deixou como marca a capacidade de transformar a vida de quem convivia com ele. “A maior mensagem que ele deixa é o amor que ele passava para todo mundo, para todas as pessoas que, de alguma forma, estiveram perto dele, trabalharam com ele, conviveram com ele”, disse Elisa. O jornalista Mauro Ventura Jéssica Evelin Araújo/g1 Paulinho da Viola esteve no velório de Zuenir Ventura Jessica Araújo/ g1 O jornalista Mauro Ventura estava com um pedaço de papel e uma caneta nas mãos, anotando as histórias que ouvia sobre o pai, assim como Zuenir costumava fazer. “Eu estou aqui com um papelzinho e uma caneta e falei: ‘Gente, eu estou sendo jornalista no velório do meu pai’. Aí depois pensei: ‘Não, meu pai aprovaria’, porque ele também vivia com um bloquinho na mão, com um caderninho, anotando as coisas importantes. Então eu falei: ‘Eu estou aqui realmente continuando o caminho do meu pai’.” Mauro também falou sobre o carinho que tem recebido de amigos, colegas e leitores. “É como se ele fosse um grande abraço que acolhesse amigos, leitores, alunos e colegas de trabalho. Meu pai tinha esse lado muito solar, tinha uma vocação para a alegria. Estou aqui podendo celebrar essa vida plena, que impactou tantas pessoas. Ele teve uma vida de muitas paixões: pelas pessoas, pelo Rio, pela família, pelos amigos.” O músico Paulinho da Viola também prestou as últimas homenagens. Homenagens de imortais Presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), o jornalista e escritor Merval Pereira celebrou a obra do amigo. “Ele brincava dizendo que podia atravessar o Aterro sem olhar para o lado. Mas o problema é o seguinte: a imortalidade é a obra que a gente deixa, não é? E o Zuenir vai ser um dos que serão lembrados eternamente, porque escreveu livros fundamentais para compreender o Brasil”, disse. “Ele fez 2 grandes livros e um 3º sobre Chico Mendes, também muito importante. Ele era ambientalista antes de o ambientalismo virar essa força política e entendeu a importância da morte de Chico Mendes muito antes de muita gente. Então eu acho que está garantida a imortalidade dele.” A jornalista Miriam Leitão, colega de ABL, destacou o legado de Zuenir e sua importância para o jornalismo e para o Brasil. “Ele era gentil, generoso, muito inteligente e bem-humorado. É uma perda para o jornalismo, mas também uma grande perda para o Brasil. Ao mesmo tempo, fiquemos com tudo o que o Zuenir nos ensinou. É um legado que não termina”, afirmou. Muito emocionado, o jornalista Ancelmo Gois falou sobre a importância de Zuenir em sua trajetória e destacou a forma como ele acolhia jovens jornalistas O jornalista Ancelmo Gois esteve no velório de Zuenir Ventura Jessica Araújo/ g1 “Ele tinha uma habilidade muito grande de acolher os jovens jornalistas. Na redação, sabia identificar os talentos e dar oportunidades. O Zuenir foi um padrinho meu, padrinho até no sentido religioso. É aquele cara que mistura o pai e a mãe e protege da chuva e do sol. Eu tive um padrinho. Padrinho jornalístico, que me ensinou, que me deu saber e fé”, afirmou o jornalista. O cineasta Zelito Viana, diretor do documentário “Mestre Zu”, relembrou uma história vivida com Zuenir durante os 60 anos de amizade: “Quase morri junto com ele num aviãozinho, na Amazônia. O avião começou a ir para lá e para cá, e eu estava dormindo. São histórias assim que eu vivi muito com ele nesses 60 anos de amizade.” Sobre o legado, Zelito destacou a presença de Zuenir em momentos importantes da história do país: “A história do Brasil passou por ele. Era um repórter de vocação. É um legado imenso para as novas gerações”, afirmou. O economista e imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) Edmar Bacha conhecia Zuenir Ventura desde 1964 e destacou a trajetória do jornalista, que, segundo ele, teve uma vida profissional marcada por passagens por diversos veículos de imprensa do Rio e por reportagens fundamentais para a compreensão do país. “Ele era uma pessoa maravilhosa, sempre foi um jornalista extraordinário, com reportagens fundamentais para a compreensão do país. 'Cidade Partida' foi um marco na história aqui do Rio de Janeiro. Vai deixar muita saudade”, afirmou. Economista e imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) Edmar Bacha no velório de Zuenir Ventura Jéssica Araújo / g1

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