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Cantor sertanejo é condenado a 28 anos por feminicídio; laudo apontou 114 lesões pelo corpo

Cantor sertanejo é condenado por feminicídio; laudo apontou 114 lesões Reprodução Redes Sociais O músico Clodoaldo Queiroz de Oliveira, conhecido como Gus...

Cantor sertanejo é condenado a 28 anos por feminicídio; laudo apontou 114 lesões pelo corpo
Cantor sertanejo é condenado a 28 anos por feminicídio; laudo apontou 114 lesões pelo corpo (Foto: Reprodução)

Cantor sertanejo é condenado por feminicídio; laudo apontou 114 lesões Reprodução Redes Sociais O músico Clodoaldo Queiroz de Oliveira, conhecido como Gustavo, da dupla sertaneja Tony e Gustavo, foi condenado a 28 anos de prisão pelo feminicídio de Karen Mancini, de 39 anos. Segundo o laudo de necropsia, a vítima apresentava 114 lesões pelo corpo. O crime aconteceu em abril de 2024, na casa onde o casal morava, em Lumiar, distrito de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio. A condenação foi definida neste sábado (29) pelo Tribunal do Júri de Niterói. O julgamento foi transferido de Nova Friburgo para o município fluminense após um pedido da defesa, que alegou preocupação com a imparcialidade dos jurados. Os jurados reconheceram a autoria e a materialidade do crime e condenaram Clodoaldo por homicídio triplamente qualificado. O Conselho de Sentença acolheu as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e feminicídio. A pena foi fixada em 28 anos de prisão em regime inicialmente fechado. A Justiça também determinou que o condenado continue preso. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. Agora no g1 Laudo apontou 114 lesões no corpo da vítima De acordo com o laudo de necropsia citado na sentença, Karen apresentava 114 lesões distribuídas por diversas partes do corpo, incluindo rosto, pescoço, braços, tórax, abdômen e pernas. O documento também apontou lesões internas no crânio e hemorragias. Na decisão, a juíza destacou a quantidade e a distribuição dos ferimentos para reconhecer a qualificadora de meio cruel. Segundo a sentença, o perito responsável pelo exame concluiu que as lesões provocaram sofrimento desnecessário à vítima. Antecedentes criminais Ao definir a pena, a magistrada também levou em conta registros existentes na ficha de antecedentes do réu. A sentença menciona seis anotações, embora ressalte que Clodoaldo era tecnicamente primário. Entre os registros citados estão investigações por embriaguez ao volante e desacato, lesão corporal culposa na direção de veículo e ocorrência por lesão corporal no contexto de violência doméstica. Parte dos procedimentos foi arquivada. A decisão também menciona um processo por lesão corporal e ameaça, uma condenação por furto mediante fraude eletrônica que ainda aguardava análise de recurso, além de uma anotação por difamação arquivada por decadência. Segundo a sentença, os registros foram considerados na avaliação das circunstâncias judiciais. A magistrada destacou ainda o comportamento agressivo atribuído ao réu durante o relacionamento. Karen Mancini, de 39 anos, foi morta em abril de 2024, em Nova Friburgo Reprodução Redes Sociais Família comemora condenação Após a divulgação da sentença, Caroline Mancini, irmã de Karen, se manifestou. "Durante esses dois anos, vivi a angústia da espera pela Justiça e a saudade dela. Nada vai trazer a Karen de volta, mas tenho a sensação de que o que aconteceu foi reconhecido e não caiu no esquecimento. Saber que o responsável foi condenado também é uma forma de honrar a memória dela. Agora, eu só quero que ela possa descansar em paz", disse. Defesa do réu negou o crime Durante o processo, a defesa de Clodoaldo negou que ele tenha cometido o crime e contestou pontos da investigação, incluindo a coleta de provas. Após a condenação, o g1 tentou contato com os advogados para saber se haverá recurso e obter um posicionamento sobre a sentença, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. Embora a decisão possa ser contestada em instâncias superiores, a Justiça determinou que o réu permaneça preso. LEIA TAMBÉM: Homem é atingido por bala de borracha após suposta agressão a guarda em Teresópolis Jogo de futsal acaba 20 minutos antes do apito final após ginásio apagar as luzes em Teresópolis Usina Cultural promove arraiá gratuito com música e tradições populares em Nova Friburgo

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