À polícia, Ed Motta diz que se sentiu ‘desprestigiado’ com cobrança da taxa de rolha e nega ter ofendido funcionários
Ed Motta presta depoimento sobre confusão no Restaurante Grado O cantor e compositor Ed Motta afirmou, em depoimento na 15ªDP (Gávea), que se sentiu “chate...
Ed Motta presta depoimento sobre confusão no Restaurante Grado O cantor e compositor Ed Motta afirmou, em depoimento na 15ªDP (Gávea), que se sentiu “chateado e desprestigiado” ao ser cobrado da taxa de rolha no restaurante Grado. Ed negou ter ofendido qualquer funcionário e disse que não teve a “intenção de acertar qualquer pessoa” ao arremessar a cadeira no salão. O g1 teve acesso aos termos de declaração do cantor sobre a confusão no restaurante, no Jardim Botânico, no último dia 2 — um como testemunha por lesão corporal, outro por autor de injúria por preconceito. A delegada Daniela Terra, titular da 15ª DP, disse que ouvirá as testemunhas indicadas por Ed Motta nos próximos dias. O cantor indicou ao menos 3 pessoas que estavam na mesa no dia do incidente. Além disso, o homem que jogou a garrafa e o dono do restaurante serão ouvidos nos próximos dias. Ed Motta na saída do depoimento na 15ªDP (Gávea). Rafael Nascimento/ g1 Outros destaques do depoimento Ed declarou que é cliente do Grado “há cerca de 9 anos” e que “divulgou o estabelecimento em suas redes sociais diversas vezes”. O cantor afirmou que “sempre leva sua própria garrafa de vinho” e que “em nenhuma ocasião lhe foi cobrada a taxa de rolha, tendo em vista o elevado consumo”. Segundo Ed, o restaurante já lhe deu cortesia mesmo quando dividia mesa com amigos. No dia 2, Ed e os demais ocupantes da mesa tinham levado 7 garrafas para o Grado, mas “nem todas foram consumidas”. “Para surpresa do declarante [Ed], foi cobrada a taxa de rolha; sentiu-se chateado e desprestigiado com o fato, tendo em vista que isso nunca ocorrera anteriormente”, diz o texto. Ed foi reclamar com o gerente, que lhe respondeu que “a taxa foi cobrada em virtude de a mesa estar cheia”. O artista relatou que “ficou extremamente chateado, levantou-se e disse: ‘Nunca mais volto aqui’”. “Ainda sob influência de emoção, pegou uma cadeira e arremessou-a ao chão, sem a intenção de acertar qualquer pessoa — a cadeira sequer danificou”, prossegue o termo. O cantor acrescentou que, “em virtude de seu tamanho, esbarrou em uma mesa onde havia dois casais” e notou que, “por conta desse esbarrão, uma bolsa de umas das ocupantes da mesa caiu ao chão”. Ed afirmou também que “na mesma noite enviou mensagens o sócio do estabelecimento, dizendo que não gostou do atendimento” e que só soube do fim da confusão — com mais xingamentos e agressões — na manhã seguinte. No termo no inquérito a que responde como autor de injúria, Ed negou ter chamado qualquer funcionário de “paraíba”, como alegou um empregado. Ed Motta na chegada à delegacia para prestar depoimento Rafael Nascimento/ g1 Relembre o episódio Ed e amigos se desentenderam com funcionários e outros frequentadores. Uma das pessoas que acompanhava o cantor, Nicholas Guedes Coppim, é investigado por dar um soco e arremessar uma garrafa durante a confusão. Ele responde por lesão corporal. Segundo um depoimento à polícia, a garrafa bateu na parede a frente e estilhaçou. Ela tinha sido arremessada com tanta força, diz o depoimento, que chegou a quebrar um relógio na parede. A garrafa tinha mais quase que o dobro de tamanho de uma garrafa normal. Ed é investigado por injúria por preconceito contra um funcionário. O crime prevê pena de reclusão de 1 a 3 anos. Um funcionário da casa relatou em depoimento na delegacia que Ed Motta fez ofensas xenofóbicas contra nordestinos. O cantor teria dito ao barman da casa: "Vai tomar no c*, seu filho da put*, paraíba", entre outras ofensas. Um relato do funcionário também foi exibido no Fantástico. Ed Motta presta depoimento sobre confusão em restaurante Rafael Nascimento/ g1 Taxa de rolha Ed Motta é esperado para depor nesta terça sobre confusão no Grado Os desentendimentos começaram por causa da cobrança de taxa de rolha da casa. O barman explicou que Ed Motta não costumava pagar a taxa quando ia sozinho ou somente com a esposa ao estabelecimento mas que, como havia mais seis pessoas na mesa, a taxa foi cobrada, o que deixou o artista descontente com a situação. Outros funcionários também corroboraram o relato em depoimentos à polícia. Um dos homens que estava com Ed, Nicholas Guedes Coppim, teria perguntado, em tom irônico: "Você gosta de mulher ?", o que deixou o funcionário constrangido. Nesse momento, Ed teria dito: "Olha, o babaca está rindo. Nunca vi esse babaca rindo. Está sempre de mal com a vida, esse paraíba". Em seguida, o cantor teria colocado a taça de vinho no balcão e acrescentado: "Vou embora antes que eu faça alguma coisa com um desses paraíbas", antes de se levantar e dizer: "Cambada de paraíba". Depois, ainda teria se virado para o funcionário e falado: "Vai tomar no c* seu filho da put* paraíba". Imagens mostram que o cantor ainda jogou uma cadeira, que não atingiu ninguém. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop. Ed Motta atira cadeira em restaurante do Rio Reprodução A confusão, que começou por um desentendimento entre pessoas que estavam na mesa de Ed e funcionários, posteriormente, passou a envolver frequentadores da mesa ao lado. Imagens e depoimentos indicam que uma pessoa desta mesa foi agredida com uma garrafada e um soco. Os agentes da 15ª DP (Gávea) investigam se houve dois crimes: a lesão corporal contra uma pessoa da mesa vizinha à do cantor, investigação na qual o Ed Motta está classificado como testemunha; e injúria por preconceito, onde ele seria autor. A defesa de Ed Motta negou agressão por parte dele e disse ao Fantástico que o artista saiu indignado devido ao atendimento. O advogado de Nicholas Guedes Coppim, que é investigado por lesão corporal, afirmou ao Fantástico que o cliente está à disposição das autoridades, assim como a defesa de Diogo Couto, que também estava envolvido na confusão. A defesa de Diogo disse que o cliente repudia qualquer ato de violência.